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Observa Água e Clima

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OBSERVATÓRIO – UNISC – PPGDR

Observatório de Inovação em Água
e Clima no Rio Grande do Sul

Análise e visibilidade da governança climática gaúcha — um espaço permanente de aprendizado, produção e difusão de conhecimento de base científica sobre adaptação climática, gestão de riscos e reconstrução pós-desastres.

O que é?

Um espaço de pesquisa e extensão sobre água e clima

O ObservaAguaClima constitui um espaço de pesquisa e extensão formado a partir de 2017 mediante participação de professores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

Acompanhamos políticas municipais e estaduais de adaptação climática no Rio Grande do Sul, analisando seu desempenho em acordo com as metas das campanhas globais Race to Zero e Race to Resilience.

Acompanhamos o desmonte dos comitês de bacia no Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo em que registramos iniciativas inovadoras de governança do território e de proteção dos bens comuns, água e atmosfera na Região dos Vales.

Buscamos observar, sistematizar e interpretar as mudanças em curso na adaptação à mudança do clima, gestão de riscos e prevenção de desastres, visando contribuir para maior qualidade e efetividade do planejamento municipal e estadual para a adaptação do desenvolvimento.

Um olhar a partir da bacia do Rio Pardo

Da bacia do Rio Pardo para todo o estado

O ObservaAguaClima visa estabelecer um espaço interdisciplinar de produção de conhecimento e inovação em adaptação climática, gestão de riscos de desastres e Build Back Better a partir da perspectiva da bacia do Rio Pardo, mantendo um olhar para todo o estado.

A missão do observatório consiste em produzir conhecimento aplicado, capacitação técnica e disseminação de informações, buscando informar e assessorar gestores públicos e privados na transição para economia de baixo carbono e maior resiliência a desastres.

A rede de pesquisadores LatinoAdapta, coordenada pela Universidad de la República Uruguay em parceria com a UNESCO, propôs, em 2019, a formação de Observatórios Locais Climáticos para informação e ação territorial.

Objetivos

O que orienta os Observatórios Locais Climáticos

Objetivos propostos pela rede LatinoAdapta para a formação de Observatórios Locais Climáticos de informação e ação territorial:

  1. Orientar políticas e ações, por meio do desenvolvimento e sistematização de um corpo de conhecimentos para facilitar a cooperação e colaboração entre a academia, tomadores de decisão e atores territoriais de diversos setores.
  2. Monitorar e avaliar os impactos das mudanças climáticas no território.
  3. Facilitar a transferência de conhecimento e a capacitação entre organizações, tomadores de decisão e atores territoriais.
  4. Servir como um centro para a integração de informações e conhecimentos confiáveis, de qualidade, disponíveis e acessíveis ao público.
  5. Monitorar e avaliar a implementação e eficácia das ações de adaptação.
Equipe

Coordenação

O ObservaAguaClima não possui equipe permanente, pois constitui um espaço de aprendizado, diálogo e reflexão em um programa de pós-graduação: a cada ano se renova o conjunto de estudantes e professores, dependendo da aprovação do financiamento para seus projetos.

Prof. Dr. Markus Erwin Brose

Coordenação do ObservaAguaClima

Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) — Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

Pesquisas

Dissertações e teses do PPGDR

Pesquisas concluídas por pesquisadores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional alinhadas com os objetivos do ObservaAguaClima.

Margrid Kämpf de Azevedo e Souza · 2025

A identidade territorial nos processos de des-reterritorialização no contexto do desastre socioambiental de Muçum, RS

Os desastres provocaram mortes, destruição urbana, esvaziamento populacional e rupturas materiais e simbólicas, configurando um processo de desastre socioambiental que se prolonga para além da emergência climática e das primeiras etapas de resposta. A pesquisa buscou compreender como a identidade territorial dos habitantes de Muçum repercute nos processos de des-reterritorialização e reconstrução, considerando tanto a perda de lares, memórias e lugares de pertencimento, mas também às formas de organização e ressignificação. O referencial teórico articula três eixos: os Estudos Culturais, a Geografia Cultural e as epistemologias do Pós-desenvolvimento. Como metodologia, adotou-se uma abordagem qualitativa socioantropológica, com técnicas de etnografia, como observação participante, entrevistas informais e formais semi-estruturadas, diários de campo, fotografia e análise documental.

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Aparecida Mendes Cardoso · 2024

Governança dos bens comuns para o desenvolvimento regional: o caso do mosaico de Jacupiranga no vale do Ribeira/SP

Este estudo teve como objetivo geral analisar como os princípios de governança dos bens comuns de Elinor Ostrom são aplicados na implementação de estratégias de desenvolvimento do Mosaico do Jacupiranga (MOJAC), Vale do Rio Ribeira. A metodologia assumiu um viés qualitativo e caráter crítico-analítico. A coleta de dados foi realizada por meio de levantamento documental de Decretos, Portarias, Leis e Políticas Públicas, recortes de jornais e revistas dos últimos 10 anos que contemplavam informações sobre o MOJAC. Entrevistas foram realizadas com atores sociais atuantes nas mudanças em curso na última década no Mosaico e os conflitos de interesse gerados. Os resultados revelaram um contexto de avanços e desafios na implementação de estratégias de desenvolvimento para a governança dos bens comuns no MOJAC.

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Verushka Goldschmidt Xavier de Oliveira · 2021

Percepção ambiental dos usuários da água da bacia hidrográfica do Rio Pardo/RS: as estiagens no período 2010 a 2020

Na última década, duas estiagens mais expressivas ocasionaram importantes perdas na economia dos municípios do estado do Rio Grande do Sul em decorrência da falta de recursos hídricos para a irrigação na agricultura e comprometimento do abastecimento público. Como o tema estiagem está associado à disponibilidade hídrica, a bacia hidrográfica foi elencada como área de planejamento na pesquisa, conforme preconiza a Lei Federal 9.433/1997 que trata sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. O objetivo desta pesquisa consistiu em investigar a percepção ambiental dos usuários da água da bacia hidrográfica do Rio Pardo sobre as estiagens no período 2010 a 2020.

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Livros

Ebooks e capítulos de acesso gratuito

Listamos aqui links para acesso gratuito a ebooks completos, ou capítulos, produzidos a partir de pesquisas e debates conduzidos no âmbito do ObservaAguaClima.

Organizador: Markus Erwin Brose (2025)

Vozes da mudança climática: relatos das inundações na bacia do rio Pardinho – abril 2024

Somos sobreviventes das inundações de abril de 2024. Sobrevivemos juntos e estamos de luto. O esforço deste livro visa dar voz às pessoas sem visibilidade na mídia ou nas decisões políticas. Relatos pessoais são elementos poderosos, emocionantes e engajantes na reconstrução de um futuro melhor. A união comunitária pode gerar mudanças para maior resiliência.

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Autores: Renata Soares Navarro; Markus Erwin Brose (2025)

Nichos de inovação no cooperativismo: a descarbonização da cadeia produtiva do leite no RS

Capítulo em: Enfoque territorial do desenvolvimento

O trabalho se propôs a estudar a viabilidade econômico-financeira dos diferentes tipos de propriedades existentes na região Noroeste do estado, ao operar diversos indicadores econômicos, para investigar os sistemas de produção leiteira na região. O capítulo está organizado em seis seções: referencial teórico, procedimentos metodológicos, caracterização geográfica, análise e discussão de resultados, considerações finais e referências.

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Autor: Markus Erwin Brose (2025)

Justiça Climática: fundamentos e estratégias de respostas

Capítulo em: Transfobia Ambiental: a exclusão veio antes da água

A luta por justiça ambiental constitui uma extensão do movimento pelos direitos civis. O cidadão começa a entender que há uma relação direta entre seu local de trabalho, sua comunidade e sua saúde. Comunidades mais vulneráveis têm se organizado para proteger a saúde e afirmar que não podem ser sacrificadas pelas externalidades do crescimento econômico.

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Organizadores: Silvio Cezar Arend; Markus Erwin Brose (2024)

Pagamento por serviços ambientais hídricos no Rio Grande do Sul: uma década de aprendizados

Esta coletânea tem origem no 1º Seminário Gaúcho de Pagamento por Serviços Ambientais, organizado em parceria pelo Centro Socioambiental e o Observatório Água e Clima RS, ambos da UNISC. O evento ocorreu no campus central da UNISC, em Santa Cruz do Sul, em 22 de abril de 2024 — Dia Mundial da Terra, data escolhida pela ONU para alertar sobre a necessidade da vida em harmonia e respeito com a natureza.

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Autor: Markus Erwin Brose (2023)

Cambiemos las Mentalidades no El Clima: Notas Sobre Universidades em Meio Rural e Adaptação Climática

Capítulo em: Atores, territórios e dinâmicas regionais de desenvolvimento: diálogos Brasil-Chile

Aborda a importância e a urgência da divulgação científica e de ações proativas das universidades nas regiões onde atuam, em relação ao tema das mudanças climáticas. O texto sintetiza reflexões da pesquisa em curso no PPGDR/UNISC, contribuindo para atualizar o papel da extensão universitária mediante a inclusão da adaptação climática no diálogo com gestores públicos e privados.

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Autor: Markus Erwin Brose (2021)

Mudanças climáticas no Rio Grande do Sul: uma década de riscos e inovações

Proposta de e-book concebida como obra de divulgação científica das pesquisas e projetos em mudança climática no RS — ainda pouco usual nas universidades brasileiras e por isso muito necessária. A obra familiariza o leitor com a mudança do clima no contexto gaúcho, seus impactos e perspectivas para o futuro, e traz exemplos de adaptação/mitigação realizados em todo o estado.

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Artigos

Produção científica em periódicos

Artigos e dossiês publicados por integrantes do ObservaAguaClima em revistas científicas. Clique em cada título para ler o resumo.

O desastre (não) anunciado em Porto Alegre: limitantes da cooperação internacional para políticas climáticas subnacionais2025

Lideranças locais acordaram, há uma década, estratégia para substituir a marca de Porto Alegre como "capital da democracia participativa" para se tornar modelo em resiliência climática. Essa política municipal de enfrentamento da emergência climática foi construída mediante intensiva cooperação internacional e, em 2023, recebeu o título de Resilience Hub for Latin America (Hub de Resiliência para a América Latina) pela ONU. Na escala subnacional, poucos municípios do país têm acesso a semelhante volume de cooperação internacional, justificando a seleção desta capital para uma análise detalhada segundo referencial do IPEA em interpretar a Paradiplomacia a partir da mensuração do Efeito planejado, nesse caso, a ampliação da capacidade do Executivo em responder a eventos climáticos extremos. Utilizamos como estudo de caso a resposta à tempestade de 16 de janeiro de 2024, caracterizada então pelo Prefeito como "a mais robusta da história recente". Entre os resultados de uma década de Paradiplomacia, não verificamos reorientação das políticas públicas em escala necessária para a mitigação daquele desastre, nem a operacionalização de Governança Policêntrica. Não foi alcançado o objetivo de estabelecer Porto Alegre como referência nacional ou internacional de resiliência, evidenciado pelo impacto das devastadoras inundações que se seguiram em maio de 2024. Constatamos Greenwashing na narrativa oficial. A redução da máquina pública e a privatização de órgãos municipais, reduzindo a capacidade de resposta, não constitui obstáculo eventual, mas essência da política municipal — que tem recebido aprovação pela maioria dos eleitores ao longo de seis administrações e, mesmo assim, não tem restringido a cooperação internacional.

Acesse aqui (DOI: 10.5380/dma.v66i.98089) →
Identificando lacunas de conhecimento em adaptação climática: percepções e estratégias empresariais em Santa Cruz do Sul/RS2025

Desde as inundações de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, vem sendo acelerada a definição de políticas para alertas climáticos, buscando prover dados de maior qualidade e precisão. A tomada de decisão pelos gestores públicos, porém, não ocorre em sintonia com estratégias empresariais no interior do estado, distantes dos centros de poder. Essa pesquisa se enquadra na busca por maior qualidade na tomada de decisão pela adaptação climática no interior gaúcho. Em caráter piloto, coletamos percepções e estratégias de gestores no Vale do Rio Pardo, iniciando pela cidade de Santa Cruz do Sul, acerca da resposta à mudança climática. Utilizamos referencial aplicado a duas décadas por Kolk e Pinkse com empresas face às crescentes regulamentações pela Comissão Europeia e estimulamos a autoavaliação por gestores de pequenas e médias empresas ativas na Associação Comercial e Industrial do município. Identificamos que, em sua maioria, os gestores têm deliberado estratégias de modo hesitante ou defensivo, sem identificar (ainda) muitas das oportunidades para serviços ou produtos inovadores e sustentáveis a longo prazo, com limitado conhecimento das deliberações sobre novas políticas públicas em curso.

Acesse aqui (DOI: 10.17058/we2bhj49) →
Transição rumo à sustentabilidade: desafios da descarbonização da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul2025

A descarbonização da cadeia produtiva do leite constitui nova incerteza. Não há clareza sobre os custos envolvidos, nem acerca da responsabilidade pelo financiamento. Seguindo esse argumento, este trabalho tem como objetivo apresentar o estado da arte sobre descarbonização da pecuária leiteira. O método utilizado é o estudo de caso, visto que a maioria dos países relata que o respectivo setor de lácteos está iniciando o debate sobre mensuração e redução das emissões de GEE; entretanto, a cooperativa Arla desponta nesse processo, sendo essa o benchmark estudado. Como instrumento de coleta de dados foi utilizada a análise documental, posteriormente analisada de forma crítica. Com base nos conceitos do Enfoque Multinível, identificamos um conjunto de atores, como o Sindilat, Embrapa Pecuária Sul e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e iniciativas como um nicho inovador em formação no Brasil. Já em relação à Arla, foi possível compreender que as ações em curso há uma década envolvem alto custo e investimento, com ativo financiamento em grande volume pela Comissão Europeia, o que não parece realista para replicação pelos produtores gaúchos.

Acesse aqui (DOI: 10.22410/issn.1983-036X.v32i2a2025.4126) →
Dossiê Temático "Estratégias de resposta face à emergência climática" — Revista REDES / PPGDR, sobre o desastre das inundações de maio de 20242024

Dossiê temático da Revista REDES – Revista de Desenvolvimento Regional do PPGDR, organizado em razão do desastre das inundações de maio de 2024 no Rio Grande do Sul.

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O enquadramento da extensão universitária climática: reflexões para a experiência na região Vale do Rio Pardo/RS2024

Embora os acordos internacionais e as estratégias nacionais sejam indispensáveis no enfrentamento das mudanças climáticas, cada esfera subnacional requer respostas específicas. A adaptação climática constitui nova adversidade para os gestores nas esferas municipal e estadual, que nos últimos anos enfrentaram ausência de dados, de vontade política e de recursos do governo federal. Torna-se urgente ampliar a capacidade para adequar conhecimento, extensão e divulgação científica que sejam convertidos em ações locais por gestores públicos e privados. Este ensaio debate o enquadramento para a extensão universitária em adaptação climática no interior do Rio Grande do Sul, face ao obstáculo que representa o uso indiscriminado do termo "mudança climática". Utiliza elementos da Teoria da Perspectiva, de Kahneman e Tversky, para enfatizar o desafio do enquadramento de um enfoque interdisciplinar frente à departamentalização universitária.

Acesse aqui (DOI: 10.35700/2359-0599.2024.18.3521) →
A invisibilidade do aquecimento global no planejamento regional: propostas para o caso do Vale do Rio Pardo/RS2024

Face à expansão do negacionismo climático como agenda política partidária, contextualizamos neste ensaio a iniciativa de um grupo de pesquisadores da Universidade de Santa Cruz do Sul na formação de um Observatório Local de Inovação em Água e Clima. O impulso decorre da invisibilidade dos impactos do aquecimento global sobre o nexo água-alimento-energia no processo de atualização dos planos de desenvolvimento dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento, coordenado pela Secretaria Estadual de Planejamento entre 2022/23. O referencial para essa iniciativa tem origem na rede universitária LatinoAdapta, que visa fomentar a ampliação da resiliência regional. Com base na experiência de assessoria ao Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo, entre 2015 e 2023, registramos que as políticas públicas estaduais permanecem setoriais e desconectadas quanto ao impacto das mudanças climáticas — refletindo também limitações internas à academia no trato interdisciplinar, e contribuindo para a limitada visibilidade da mudança climática no debate público regional e na Política Estadual de Desenvolvimento Regional.

Acesse aqui (DOI: 10.21527/2237-6453.2024.60.15006) →
Governança e (des)governança estatal após 30 anos de planejamento regional no Rio Grande do Sul: tinha um desastre no meio do caminho2024

A decretação do estado de calamidade pública implica no reconhecimento formal da incapacidade de governança pelo Estado. No período que sucede ao evento extremo vai sendo disseminada a insegurança quanto ao reestabelecimento da lei e da ordem. Incertezas e inseguranças não existem por si só: são produzidas mediante narrativas forjadas no calor dos acontecimentos, que moldam a memória e a identidade das comunidades atingidas. Neste ensaio procuramos registrar e contextualizar narrativas construídas durante as chuvas e a inundação de abril/maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que enfatizaram a erosão da governança estatal — fenômeno instigante em um estado reconhecido pela sua histórica capacidade de planejamento, tanto estatal como privado, cuja expertise foi exportada a outras regiões. Buscamos reconstruir as versões do evento a partir de documentos primários públicos. Em perspectiva decolonial, recorremos, além de estudos do Norte global, à análise comparativa a partir de desastres na Ásia por S. Bandopadhyay. Para este autor não existe contradição entre governança e desastres, pois catástrofes reforçam organizações estatais que buscam normalizar os eventos visando conservar, ou mesmo ampliar, seu poder decisório e acesso a novos recursos. Nesse sentido, o registro e o debate das narrativas durante os desastres tornam-se parte da capacidade de resiliência.

Acesse aqui (DOI: 10.17058/redes.v29i1.19898) →
Decisões para a adaptação climática: aproximando ciência e gestores na região dos Vales/RS2023

A transparência e a disponibilidade de informações de base científica, por si só, não têm se mostrado capazes de alterar as prioridades de gestores públicos e privados nos rumos do desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Este ensaio sistematiza a experiência de pesquisadores da Universidade de Santa Cruz do Sul na qualificação das ações de extensão e inserção junto à comunidade regional com a dimensão da adaptação climática. São brevemente descritas quatro áreas de atuação dos pesquisadores na Região dos Vales, entre 2017 e 2022, tendo como referência os conceitos de Enquadramento e Ancoragem oriundos da Teoria da Racionalidade Limitada no campo dos estudos organizacionais. Entre as lições aprendidas na assessoria à tomada de decisões que incluam a adaptação climática, destacamos a necessidade de adequar a linguagem utilizada na interação com os agentes econômicos e públicos, conviver com as ancoragens e superar a fragmentação da especialização acadêmica.

Acesse aqui (DOI: 10.14393/RCG249566921) →
Esboçando o planejamento para uma governança policêntrica: a adaptação climática no Vale do Rio Pardo, RS2023

Os impactos e as incertezas decorrentes do aquecimento global representam o maior desafio ao planejamento no Rio Grande do Sul. A resposta do governo estadual se compõe pela Política Gaúcha sobre Mudanças Climáticas e a adesão às metas da campanha Race to Zero. Enfatizamos neste ensaio a baixa efetividade dessas políticas públicas no interior do estado, exemplificada tanto pela severa crise fiscal quanto pela manutenção da estatal de mineração de carvão. Nosso objetivo consiste em propor o conceito de governança policêntrica, concebido por Elinor Ostrom e colegas, para interpretar os múltiplos centros de decisão para investimentos no Vale do Rio Pardo/RS. Argumentamos que essas iniciativas endógenas de adaptação climática esboçam um futuro planejado coletivamente, em oposição ao tradicional top down do planejamento estatal com enfoque desenvolvimentista centrado no orçamento estadual, e correspondem ao enfoque descentralizado e de engajamento previsto pela campanha Race to Zero — não por mérito, mas apesar da ausência do Executivo.

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Monitoramento de uma política climática subnacional: estudo de caso sobre a descarbonização em Porto Alegre2022

O governo do Rio Grande do Sul firmou, na COP 26, compromisso na campanha Race to Zero para zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. O estado figura entre os maiores emissores da federação, e atingir essa meta vai demandar um sistema de monitoramento, relato e verificação. No mesmo evento, a prefeitura da capital anunciou que, entre 2016 e 2019, reduziu as emissões municipais em 5%. Este estudo de caso analisa a hipótese de que a experiência de Porto Alegre representa uma referência para o acompanhamento das metas estaduais, utilizando o Marco WRI e o Manual Race to Zero para uma proposta de monitoramento da política climática municipal. O trabalho sintetiza a evolução dessa política, seus objetivos e limitações, e analisa os inventários de gases de efeito estufa da cidade. Entre os resultados, propõe indicadores para o monitoramento da política municipal — os inventários não permitem confirmar que a prefeitura seja responsável pela redução das emissões, e os indicadores de integridade e transparência ainda se encontram em patamar mínimo.

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Inovação em cooperativas para uma transição energética na Região Centro/RS: uma abordagem policêntrica2022

A Política Gaúcha sobre Mudanças Climáticas estabeleceu que o Estado seria responsável pelo redirecionamento da economia para a adaptação climática. Ao longo da primeira década, componentes centrais para a adaptação, como a transição energética ou a expansão da bioeconomia, não se tornaram políticas públicas. Este artigo contribui ao argumento, ainda pouco valorizado no debate, de que o cooperativismo apresenta potencial significativo para o avanço dessa agenda. Utiliza a abordagem policêntrica, desenvolvida por Elinor Ostrom, na interpretação de que a transição rumo à maior sustentabilidade no Rio Grande do Sul pode ocorrer a partir de inovações simultâneas e independentes em múltiplas escalas. O artigo registra quatro inovações em curso na Região Centro, estabelecidas de forma autônoma e voluntária por cooperativas em suas áreas de atuação. Entre os resultados, destaca-se que essas iniciativas permitem a democratização do controle sobre o capital, a redução das emissões de gases de efeito estufa e a geração de energia de fontes renováveis, oportunizando novas cadeias produtivas no meio rural e evitando o imobilismo de aguardar pela ação do Estado.

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Percepções e adaptação aos riscos climáticos no litoral: a reconstrução pós-ciclone de 2016 do Balneário Hermenegildo2020

Devido à elevação dos oceanos, a faixa litorânea constitui um dos territórios mais vulneráveis às mudanças climáticas no Rio Grande do Sul. Pela alta densidade populacional e o capital imobilizado em habitações e infraestrutura, representa espaço privilegiado para gestão de conhecimento sobre percepções e estratégias de adaptação aos riscos. O ensaio interpreta a resposta à ressaca histórica que destruiu, em 2016, habitações no Balneário Hermenegildo, como ponto de partida para caracterizar a estratégia de adaptação climática no município. Utiliza marco referencial para interpretar percepções de riscos em cidades costeiras proposto pelo Instituto Basco de Pesquisa do Clima. No enfoque do Adaptation Tracking, procede à revisão de dissertações e teses produzidas entre 1999 e 2019, legislação pertinente e notas da imprensa acerca da vulnerabilidade do balneário. Entre os resultados, destaca o histórico de desrespeito à legislação ambiental, tanto pelos proprietários dos imóveis quanto pela administração municipal, e apresenta a hipótese de que prefeitura e câmara, representando os interesses coletivos, compartilham do risco calculado de perdas pelo avanço da linha de costa.

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Materiais Didáticos

Recursos para sala de aula

Compartilhamos aqui materiais didáticos produzidos nos últimos anos para download gratuito.

Inovações para mitigação e resiliência a inundações: propostas para escolas e prefeituras na bacia do rio Pardo

Coletânea em formato de ebook para utilização em sala de aula (2025)

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Programa de descarbonização Race to Zero: três anos de implementação no Rio Grande do Sul

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2025)

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Projeções dos impactos climáticos no Rio Grande do Sul

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2023)

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Mitigação: uma década do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo no RS

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2023)

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Origens da produção científica sobre as mudanças climáticas

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2023)

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Antecedentes da campanha Race to Zero e desafios no Rio Grande do Sul

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2023)

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Mudança do clima e Arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya) no Rio Grande do Sul

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2022)

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Mitigação: inovação em fontes renováveis de energia na Região Hidrográfica do Guaíba/RS

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2022)

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Mitigação: inventários de emissões por empresas no RS

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2022)

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Clima e desastres socioambientais no Rio Grande do Sul

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2022)

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A primeira década da política gaúcha sobre mudanças climáticas

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2022)

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A Política Estadual de Irrigação do Rio Grande do Sul

Sinopse didática em formato ppt para utilização em sala de aula (2022)

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Atlas de desastres naturais no município de Santa Cruz do Sul – 1991 a 2016

Coletânea em formato de ebook para utilização em sala de aula (2017)

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