Dados e Mapas Regionais do Vale do Rio Pardo

Os dados sociodemográficos, os mapas temáticos e os breves textos analíticos que aqui estão disponibilizados se referem ao território da região do Vale do Rio Pardo, mais exatamente aos municípios que integram a região.

Os dados são oficiais e foram obtidos junto ao IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia), através de pesquisa nos  resultados do seu último Censo Demográfico, realizado em 2010, bem como há dados que foram obtidos junto ao COREDE-VRP e ao Ministério da Saúde, através do DATASUS, o que permitiu, quando foi possível, uma atualização  dos dados.

Após a coleta, sistematização dos dados, os mesmos foram organizados em planilhas, e posteriormente, foram utilizados para a confecção, através do software QGIS,  de mapas temáticos que permitissem uma espacialização dos resultados das variáveis selecionadas por município, no mapa da região do Vale do Rio Pardo.

Os dados sociodemográficos das variáveis selecionadas pela equipe estão representados em mapas, acompanhados dos respectivos textos analíticos. Os dados foram agrupados em temas, de modo a facilitar a consulta e a obtenção das informações pelo público.

A escolha dos dados e a definição dos mapas, inicialmente aqui apresentados, levou em conta aquelas variáveis e dimensões, que para a equipe do projeto, são relevantes para a análise social e espacial da população e do território da região, nesse contexto de pandemia do COVID-19, de modo a fornecer informações científicas ao público em geral e subsídios para a tomada de decisão dos gestores públicos na implementação de políticas públicas que visem a prevenção, a mitigação e o controle dessa doença nos municípios da região do Vale do Rio Pardo.

Os dados secundários das variáveis selecionadas que foram coletados para a realização dos mapas e que orientaram a análise, estão organizados em planilhas disponíveis para consultas, no link Planilhas de dados. 

Para baixar (realizar o download) os mapas temáticos  e textos interpretativos de cada tema, clique com o botão direito do mouse sobre o hyperlink e selecione “Salvar link como…”.

1. Distribuição da População Total, Rural e Urbana

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  • A população se distribui de modo desigual no território regional. Observa-se que 05 municípios, liderados por Santa Cruz do Sul, respondem por 66% da população regional. Além disso, a taxa de urbanização na região é de 62,21%. Ou seja, de cada 10 pessoas, aproximadamente 06  vivem em cidades. As cidades têm sido o lugar de maior ocorrência e difusão da doença pela maior concentração e circulação de pessoas que as atividades cotidianas e econômicas impõem, e justamente por isso, requerem medidas de distanciamento social e maior controle no funcionamento das atividades ditas não essenciais. Cuidados esses também necessários para a população rural dos municípios onde há expressivo contingente de idosos que integram o grupo o risco. Clique aqui para saber mais.
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2. Deslocamentos pendulares para trabalho e estudo na região

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  • O movimento pendular e diário de trabalhadores e estudantes apresenta elevado potencial de risco para a contaminação das pessoas. Uma vez que, ao se deslocarem entre o município onde residem, e o município onde trabalham e estudam, podem promover a difusão da doença entre as cidades da região. No Vale do Rio Pardo esse movimento pendular ocorre principalmente entre os municípios de Vera Cruz, Rio Pardo e sinimbu para Santa Cruz do Sul, e de Mato Leitão para Venâncio Aires, demandando atenção das autoridades de saúde e o uso de equipamentos de proteção individual pelos usuários de transporte intermunicipal. Clique aqui para saber mais.
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3. Distribuição de leitos hospitalares e leitos de UTI 

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  • Conhecer a estrutura de saúde disponível em uma região é fundamental para o enfrentamento ao novo coronavírus (COVID-19) e demais comorbidades de saúde, capazes de causar excesso de demanda nos serviços hospitalares. Observamos que a maioria dos municípios do Vale do Rio Pardo não possuem leitos hospitalares, como o caso de Estrela Velha, General Câmara, Herveiras, Ibarama, Lagoa Bonito do Sul, Mato Leitão, Pantano Grande, Passa Sete, Passo do Sobrado, Tunas e Vale Verde. Entre os demais municípios da região, apesar de haver a disponibilidade de leitos de internação, apenas Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires contam com as unidades intensivas. Clique aqui para saber mais.
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4. Estabelecimentos de saúde 

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  • Os hospitais gerais da região do Vale do Rio Pardo estão presentes em 12, dos 23 municípios. No entanto, os hospitais, serviços de emergência e unidades móveis disponíveis na região são insuficientes para atender um eventual aumento abrupto de demanda. Além disso, a distância entre alguns municípios tende a dificultar o socorro, especialmente aos moradores de áreas rurais ou de difícil acesso. No atual cenário de epidemia é importante que a população conheça os serviços de saúde disponíveis em seus municípios, tome as medidas necessárias de prevenção, e em caso de apresentar sintomas da doença comuniquem imediatamente sua unidade de saúde de referência ou a própria Secretaria de Saúde do município, para obter orientações adequadas para cada situação. Clique aqui para saber mais.
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5. População de idosos (grupo de risco) por município

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  • Saber quanto são e onde os idosos vivem e qual o índice de envelhecimento da população nos municípios da região é de fundamental importância para planejar ações regionais e locais de prevenção e controle em relação ao Covid-19, bem como ações de assistência à saúde dessa população mais vulnerável. Na região, os três municípios com maior número de idosos são: 1) Santa Cruz do Sul, com 19.093 pessoas; Venâncio Aires, com 11.426 pessoas; e 3) Rio Pardo, com 7.003 Pessoas. Já os municípios da região com maior índice de envelhecimento são: Vale Verde com 94,5% ou seja 94,5 idosos para cada 100 jovens; Sinimbu com 88, 7% e Passo do Sobrado com 85,9%. Clique aqui para saber mais.

6. Agricultores familiares no Vale do Rio Pardo e a COVID-19

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De forma contrária a tendência nacional, em muitos dos municípios da Região do Vale do Rio Pardo, a maior parte da sua população reside na área rural.  O mapa traz informações sobre a população diretamente envolvida com a agricultura familiar na Região em relação a disponibilidade de leitos hospitalares, todos localizados na parte urbana dos municípios. Clique aqui para saber mais.

7. Agricultura familiar no Vale do Rio Pardo, questões de gênero e COVID-19

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De acordo com os dados do Censo Agro 2017, 63.303 são mulheres estão diretamente envolvidas com atividades agropecuárias no Vale do Rio Pardo, com uma expressiva composição de agriculturas familiares. Na área em torno de Santa Cruz há uma maior incidência de mulheres do que no restante do Vale. A estimativa é que 3045 agricultoras são responsáveis pela gestão da propriedade, tendo uma sobrecarga de trabalho quando considerada a jornada dupla de afazeres domésticos e as atividades de cuidado. A violência doméstica tem aumentado no país durante a pandemia, esse tema se torna mais um agravante nas condições de vulnerabilidade vividas pelas mulheres. Ainda que não tenhamos dados oficiais específicos às áreas rurais do Vale do Rio Pardo, esse é um elemento que os gestores públicos devem estar atentos.Clique aqui para saber mais.