Escolas de Famílias Agrícolas: a educação da juventude como caminho para a transformação dos sistemas agroalimentares

Iniciada no Brasil ao final da década de 1960 e inspirada nos princípios de aprendizagem do mestre Paulo Freire, a Pedagogia da Alternância tem garantido a formação integral de jovens de diferentes territórios. São filhas e filhos de agricultoras e agricultores familiares que, ao ter sua vivência alternada semanalmente entre a escola e a casa, relacionam teoria e prática a partir da sua própria realidade e, na condição não só de aprendizes, mas também de mestres, acabam envolvendo a família e a comunidade nas atividades pedagógicas.

Com a pandemia da Covid-19, essa metodologia de vivência precisou passar por alterações. No entanto, o processo ensino-aprendizagem não para. Nas Escolas de Famílias Agrícolas (EFAs) de diferentes estados brasileiros, a combinação entre propostas educacionais integrativas e os anseios de descobertas da juventude são a fórmula ideal para o fortalecimento da agricultura familiar.

No Rio Grande do Sul, jovens têm se articulado para comercializar e doar alimentos produzidos nas áreas experimentais de seus territórios, construídas a partir da pedagogia implementada na EFA de Santa Cruz do Sul. Em Goiás, os laços comunitários firmados pela EFAORI, no município de Orizona, garantem a implementação dos aprendizados nas propriedades rurais. Em Minas Gerais, docentes e estudantes da EFA Paulo Freire, no município de Acaiaca, realiza a produção, arrecadação e distribuição de mudas e alimentos diversificados e nutritivos às famílias atingidas e em situação de vulnerabilidade.

Em que medida as articulações locais conduzidas pela educação da juventude apontam caminhos para a construção de sistemas agroalimentares saudáveis e sustentáveis?

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