Dados e Mapas do Rio Grande do Sul e da Região dos Vales

1. Rede Urbana, Cidades Médias e Estrutura viária como rotas de dispersão do Covid-19 no território do Rio Grande do Sul 

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  • Os dados recentes sobre a epidemia do Covid-19 no Rio Grande do Sul, evidenciam  que a doença tem avançado pelo território estadual a partir de Porto Alegre e região metropolitana em direção ao interior do estado. Essa dispersão espacial  da doença acompanha a estrutura da rede urbana gaúcha e tem ocorrido através dos principais eixos rodoviários do estado e das cidades médias que essas estradas conectam. As cidades médias alcançadas pela epidemia, pela sua condição de polos regionais, são locais então que apresentam maior risco para propagação espacial da doença e que precisam de estratégias de isolamento social efetivas para reduzir o número infecções pelas regiões do interior do estado. Isso se torna importante, pois além dos números já confirmados de pessoas infectadas, há também uma considerável possibilidade de haver subnotificação, diante do número insuficiente de testes realizados até o momento na população. Clique aqui para saber mais.
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2. Riscos potenciais para a dispersão do Covid-19 na região dos Vales – RS

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  • A região dos Vales se conecta, através de rodovias federais e estaduais que cortam seu território, com as regiões mais urbanizadas do estado, e que nesse momento são as que apresentam a maior parte dos casos de ocorrência do vírus no estado: a Região Metropolitana de Porto Alegre e a região do aglomerado urbano de Caxias do Sul-Farroupilha-Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O intenso fluxo de veículose pessoas que por essas rodovias circulam, em função das atividades econômicas e das demandas de serviços variados, faz com que no atual contexto de expansão do Covid-19 no Rio Grande do Sul, essas principais rodovias tornem-se também potenciais rotas de chegada e de difusão da doença na região dos Vales.Clique aqui para saber mais.

3. A dispersão territorial, semanal, do Covid-19 na Região dos Vales-RS

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No período entre 20 de março e 22 de maio a epidemia do Covid-19 avançou pelo território da Região dos Vales com diferentes intensidades nos municípios dos Vales do Taquari e do Rio Pardo. Nesse período, houve uma maior difusão do vírus entre os municípios do Vale do Taquari, notadamente em Lajeado (onde, em 22 de maio, haviam 733 casos confirmados), e nos municípios mais próximos, onde as atividades dos frigoríficos e o deslocamento pendular dos seus trabalhadores tem sido um dos principais locais de contaminação. Já no Vale do Rio Pardo o vírus tem se difundido com menos intensidade entre os municípios, com exceção de Venâncio Aires, onde em 22 de maio já haviam 124 casos confirmados.

4. Os fluxos de deslocamentos para serviços de saúde de alta complexidade e casos do Covid-19 no Rio Grande do Sul, em 10/05/2020

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Os fluxos dos deslocamentos para serviços de saúde no território do RS evidenciam a grande centralidade e atração que a cidade de Porto Alegre exerce,  pela maior oferta dos serviços de alta complexidade, atraindo fluxos de diversas regiões do estado, e da Região Metropolitana, onde há um grande número de casos do Covid-19 (905 casos em 10/05/2020). O mapa também mostra a importância das cidades médias que centralizam, atraem os fluxos dos serviços de saúde originados nos municípios  que integram suas regiões imediatas de saúde. Entre elas destacam-se as cidades de Pelotas, Santa Maria, Cruz Alta, Passo Fundo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Lajeado e Santa Cruz do Sul. A distribuição e a intensidade desiguais desses fluxos de serviço de saúde de alta complexidade no território, nesse contexto de epidemia do Covid-19, evidenciam a importância da continuidade do distanciamento social e de uma gestão articulada a nível das regiões e macrorregiões de saúde do atendimento dos pacientes com o Coronavirus e dos pacientes que apresentam outras enfermidades, de modo a não causar um colapso no sistema de saúde dos municípios, das regiões e do Estado. Clique aqui para saber mais

5. Deslocamentos para serviços de saúde de alta complexidade na Macrorregião de Saúde dos Vales-RS

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A macrorregião de Saúde dos Vales é constituída pelas regiões da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), 13ª CRS e 16ª CRS e nelas observamos a localização nas cidades médias dos polos de serviços de alta, média e baixa complexidade, e os fluxos dos deslocamentos entre os municípios para busca de serviços de saúde de alta complexidade, ou seja os serviços mais especializados realizados em hospitais como internações, cirurgias, ressonância magnética, tomografia, etc.). A distribuição dos fluxos mostra que embora esses fluxos apresentem diferentes intensidades (número % de pessoas que se deslocam do seu município em busca de atendimento nas cidades polos de saúde) os mesmos, em situações de normalidade, ocorrem basicamente dentro de cada uma das três regiões de saúde. No entanto, essa atual distribuição dos polos e dos fluxos de saúde no território regional também evidencia a necessidade de ampliação do atendimento nesses polos, de novos pacientes, por conta do aumento expressivo dos casos do Covid-19 nas cidades de cada região de saúde. O atendimento da nova e crescente demanda de serviços de saúde de alta complexidade na escala macrorregional somente poderá ser efetivada se o distanciamento social for respeitado em cada um dos municípios  e das cidades da região dos Vales, de modo a não sobrecarregar a estrutura de saúde existente. Clique aqui para saber mais.

6. Distribuição de Respiradores Mecânicos em municípios da Macrorregião de Saúde dos Vales

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No mapa vemos a representação da macrorregião de saúde dos Vales, no estado do Rio Grande do Sul, subdividida pelas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) e a distribuição de respiradores pulmonares mecânicos, por municípios. Os municípios que compõe a 16ª CRS, com sede na cidade de Lajeado, possuem o maior número de respiradores mecânicos (para adultos) disponíveis. Para os municípios da 13ª CRS, estão disponíveis 56 respiradores mecânicos, concentrados, em maior parte, nos municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. Já a 8ª CRS, concentra a maior parte, de seus 38 respiradores mecânicos no município de Cachoeira do Sul. A maior parte dos municípios da macrorregião de saúde dos Vales não possuem este aparelho, e desta forma, necessitam que pacientes com insuficiência respiratória sejam transferidos para municípios próximos ou para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), em casos de extrema gravidade. Clique aqui para saber mais.