Dados e Mapas do Rio Grande do Sul e da Região dos Vales

Gráfico 1 – Evolução quinzenal do número de casos COVID-19 em Rio Pardo – RS

O Gráfico 1 evidencia o comportamento quinzenal do contágio e óbitos do COVID-19, bem como sua variação percentual e média móvel. O período corresponde ao intervalo entre os meses de março (1º quinzena) a primeira quinzena de novembro (17º quinzena) de 2020. No início não houve confirmação de casos, somente a partir da 3º quinzena que apresenta os primeiros casos, evoluindo significativamente o crescimento em números nominais (2 casos de contágio na 7º quinzena, para 23 casos na 8º quinzena, variando 1050%). As maiores variações percentuais negativas (-39%), (-29%), (-63%), (-8%) e (-63%) ocorreram entre as últimas sete quinzenas (10º a 16º), o ritmo aparenta arrefecer, principalmente se observado a (15º e 16º) quinzenas, embora nominalmente signifique a confirmação de 33 casos, quando somados. A média móvel indica uma tendência de leve queda do crescimento, ainda que a irregularidade do comportamento até então sistematizado, da mesma forma pode vir a distorcer essa métrica. Em relação ao número de óbitos, ocorreram na (8º, 9º, 10º, 11º e 12º) quinzenas.

Gráfico 2 – Evolução acumulada do número de casos COVID-19 em Rio Pardo – RS

Em relação a evolução acumulada dos casos de COVID-19, os dados demonstram por meio do Gráfico 2 que o crescimento nominal do número de casos vem mantendo uma tendência de crescimento, durante o período de abril a novembro (primeira quinzena). A tendência ascendente, começa a dar sinais de arrefecimento do ritmo, quando estimado a variação percentual (150%, 500%, 530%, 81%, 28%, 8%, 3%) entre as ocorrências. A média móvel, sinaliza arrefecimento no acrescimento, embora a irregularidade do padrão de ocorrências pode vir a distorcer essa métrica. O número de óbitos acumula 14 perdas humanas, um indicador extremamente preocupante, quando comparado ao número de casos confirmados.

Gráfico 3 – Evolução quinzenal do número de casos COVID-19 em Pantano Grande – RS

Os períodos analisados no Gráfico abaixo evidenciam a evolução de crescimento dos casos de COVID-19 no decorrer das quinzenas sistematizadas, com significativo crescimento entre as quinzenas (8º, 9º) variando positivamente, (13.000%), tendência que não se manteve no decorrer dos demais períodos. A variação foi negativa (-93%) entre (9º e 10º) quinzena e da mesma forma entre (10º e 11º) com variação de (-56%). Com destaque para quinzenas (9º, 10º, 11º, 12º e 13º), em que o comportamento de crescimento nominal oscilou drasticamente entre, (131, 9, 4, 2, 2) casos respectivamente. O que dificulta uma maior previsibilidade, inclusive ao considerar a média móvel a qual indica uma perspectiva de decréscimo, o que diverge da evolução acumulada dos casos mensais. O município não apresentou nenhum óbito durante os períodos analisados.

Gráfico 4 – Evolução acumulada do número de casos COVID-19 em Pantano Grande – RS

O gráfico abaixo consolida a evolução acumulada dos casos de COVID-19 no decorrer dos meses (março a primeira quinzena de setembro), os dados evidenciam que a maior evolução ocorreu entre os meses de junho e julho (2 para 142 casos). O que significa uma variação de (7.000%), posterior a essa abrupta variação, a tendência indica arrefecimento no crescimento, considerado a variação de (4%) e (1%) entre julho e agosto, e agosto e setembro. A média móvel aparenta indicar estabilidade na evolução, embora seja prudente atentar para a irregularidade do padrão de ocorrências que pode vir a distorcer essa métrica. Em relação aos óbitos não houve incidência de perda humana até o presente momento no município.

1. Evolução de casos, por mês, nos municípios das Região dos Vales – RS (28/10/2020)

2. Rede Urbana, Cidades Médias e Estrutura viária como rotas de dispersão do Covid-19 no território do Rio Grande do Sul (24/04/2020)

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Os dados recentes sobre a epidemia do Covid-19 no Rio Grande do Sul, evidenciam  que a doença tem avançado pelo território estadual a partir de Porto Alegre e região metropolitana em direção ao interior do estado. Essa dispersão espacial  da doença acompanha a estrutura da rede urbana gaúcha e tem ocorrido através dos principais eixos rodoviários do estado e das cidades médias que essas estradas conectam. As cidades médias alcançadas pela epidemia, pela sua condição de polos regionais, são locais então que apresentam maior risco para propagação espacial da doença e que precisam de estratégias de isolamento social efetivas para reduzir o número infecções pelas regiões do interior do estado. Isso se torna importante, pois além dos números já confirmados de pessoas infectadas, há também uma considerável possibilidade de haver subnotificação, diante do número insuficiente de testes realizados até o momento na população. Clique aqui para saber mais.

3. Riscos potenciais para a dispersão do Covid-19 na região dos Vales – RS (24/04/2020)

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A região dos Vales se conecta, através de rodovias federais e estaduais que cortam seu território, com as regiões mais urbanizadas do estado, e que nesse momento são as que apresentam a maior parte dos casos de ocorrência do vírus no estado: a Região Metropolitana de Porto Alegre e a região do aglomerado urbano de Caxias do Sul-Farroupilha-Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O intenso fluxo de veículose pessoas que por essas rodovias circulam, em função das atividades econômicas e das demandas de serviços variados, faz com que no atual contexto de expansão do Covid-19 no Rio Grande do Sul, essas principais rodovias tornem-se também potenciais rotas de chegada e de difusão da doença na região dos Vales.Clique aqui para saber mais.

4. A dispersão territorial, semanal, do Covid-19 na Região dos Vales-RS (Série interrompida em 17/07/2020)

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5. Os fluxos de deslocamentos para serviços de saúde de alta complexidade e casos do Covid-19 no Rio Grande do Sul (10/05/2020)

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Os fluxos dos deslocamentos para serviços de saúde no território do RS evidenciam a grande centralidade e atração que a cidade de Porto Alegre exerce,  pela maior oferta dos serviços de alta complexidade, atraindo fluxos de diversas regiões do estado, e da Região Metropolitana, onde há um grande número de casos do Covid-19 (905 casos em 10/05/2020). O mapa também mostra a importância das cidades médias que centralizam, atraem os fluxos dos serviços de saúde originados nos municípios  que integram suas regiões imediatas de saúde. Entre elas destacam-se as cidades de Pelotas, Santa Maria, Cruz Alta, Passo Fundo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Lajeado e Santa Cruz do Sul. A distribuição e a intensidade desiguais desses fluxos de serviço de saúde de alta complexidade no território, nesse contexto de epidemia do Covid-19, evidenciam a importância da continuidade do distanciamento social e de uma gestão articulada a nível das regiões e macrorregiões de saúde do atendimento dos pacientes com o Coronavirus e dos pacientes que apresentam outras enfermidades, de modo a não causar um colapso no sistema de saúde dos municípios, das regiões e do Estado. Clique aqui para saber mais

6. Deslocamentos para serviços de saúde de alta complexidade na Macrorregião de Saúde dos Vales-RS (2018)

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A macrorregião de Saúde dos Vales é constituída pelas regiões da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), 13ª CRS e 16ª CRS e nelas observamos a localização nas cidades médias dos polos de serviços de alta, média e baixa complexidade, e os fluxos dos deslocamentos entre os municípios para busca de serviços de saúde de alta complexidade, ou seja os serviços mais especializados realizados em hospitais como internações, cirurgias, ressonância magnética, tomografia, etc.). A distribuição dos fluxos mostra que embora esses fluxos apresentem diferentes intensidades (número % de pessoas que se deslocam do seu município em busca de atendimento nas cidades polos de saúde) os mesmos, em situações de normalidade, ocorrem basicamente dentro de cada uma das três regiões de saúde. No entanto, essa atual distribuição dos polos e dos fluxos de saúde no território regional também evidencia a necessidade de ampliação do atendimento nesses polos, de novos pacientes, por conta do aumento expressivo dos casos do Covid-19 nas cidades de cada região de saúde. O atendimento da nova e crescente demanda de serviços de saúde de alta complexidade na escala macrorregional somente poderá ser efetivada se o distanciamento social for respeitado em cada um dos municípios  e das cidades da região dos Vales, de modo a não sobrecarregar a estrutura de saúde existente. Clique aqui para saber mais.

7. Distribuição de Respiradores Mecânicos em municípios da Macrorregião de Saúde dos Vales (dezembro de 2019)

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No mapa vemos a representação da macrorregião de saúde dos Vales, no estado do Rio Grande do Sul, subdividida pelas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) e a distribuição de respiradores pulmonares mecânicos, por municípios. Os municípios que compõe a 16ª CRS, com sede na cidade de Lajeado, possuem o maior número de respiradores mecânicos (para adultos) disponíveis. Para os municípios da 13ª CRS, estão disponíveis 56 respiradores mecânicos, concentrados, em maior parte, nos municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. Já a 8ª CRS, concentra a maior parte, de seus 38 respiradores mecânicos no município de Cachoeira do Sul. A maior parte dos municípios da macrorregião de saúde dos Vales não possuem este aparelho, e desta forma, necessitam que pacientes com insuficiência respiratória sejam transferidos para municípios próximos ou para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), em casos de extrema gravidade. Clique aqui para saber mais.

8. Produção pecuária municipal, presença de frigoríficos e casos de Covid-19 nos municípios da Região dos Vales-RS (27/05/2020)

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O mapa apresenta, para a região dos Vales, a distribuição de frigoríficos, o total de casos confirmados de Covid-19 e o total de rebanhos de bovinos, suínos e galináceos, por município. Os dados apresentados no mapa indicam a presença de 15 frigoríficos e unidades de beneficiamento de produtos cárneos na região, sendo que, destes, 12 estão no Vale do Taquari. Em relação ao estado do Rio Grande do Sul, a região apresenta uma das maiores concentrações de infraestrutura tecnológica para este tipo de produção. Estas informações tornam-se relevantes em meio ao crescente aumento de casos confirmados de Covid-19 nos municípios da região, principalmente, naquelas com presença de frigoríficos. O município de Lajeado, até o dia 27 de maio de 2020, contava com 1004 casos confirmados do vírus, sendo o município com o maior número de casos do Estado do RS. Esse aumento no número de casos se justifica pela disseminação do vírus através dos frigoríficos presentes na cidade, quando estes se tornaram o principal foco de contágio. Clique aqui para saber mais.

9. Agricultores familiares no Rio Grande do Sul e a COVID-19

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Segundos os dados do Censo Agro divulgados em 2019, temos no Rio Grande do Sul 992.413 agricultores familiares em 365.094 estabelecimentos agropecuários. Uma população majoritariamente masculina, com baixo nível de escolaridade. Essas proporções são reproduzidas quando fazemos um recorte populacional conforme os COREDES e a disponibilidade de leitos de UTI. Clique aqui para saber mais.

10. Vínculos de emprego formal no setor industrial de aves e suínos, e casos confirmados de Covid-19 na região dos Vales e Rio Grande do Sul (02/05/2020)

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Os mapas apresentados mostram que, em termos de número de empregos formais vinculados ao setor industrial de aves e suínos, no Vale do Taquari, Lajeado desponta como o maior empregador formal do setor de aves e o município de Encantado como maior empregador no setor suínos. No âmbito do estado do Rio Grande do Sul, Lajeado ocupa o 1º lugar no número de trabalhadores com vínculo formal de emprego no setor industrial de aves e, no setor industrial de suínos, a 2ª posição no RS fica com Encantado. Além disso, pode-se observar que o total de casos de Covid-19 acompanham de forma mais significativa, e proporcionalmente, o total dos vínculos de emprego formal no setor de aves.Clique aqui para mais informações.

11. Agricultura familiar no RS, questões de gênero e COVID-19

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É importante considerar como as questões de gênero incidem sobre as mulheres durante a pandemia, aumentando as condições de vulnerabilidade vivida pelas mulheres nas áreas rurais. De acordo com os dados do Censo Agro 2017, as agricultoras representam 34% da força de trabalho nas áreas rurais, mas a invisibilidade do papel das agricultoras na produção agrícola pode levar a uma baixa representatividade nas pesquisas. A responsabilização pela gestão das propriedades associada a produção do auto-consumo, as tarefas domésticas e de cuidado de crianças, idosos e enfermos gera um contexto de alta sobrecarga física, emocional e mental às agricultoras. O aumento dos índices de violência domestica no país durante a pandemia precisam de atenção dos gestores públicos e condições de atendimento adequado as vitimas, o serviço ainda bastante precário no estado, em especial nas áreas rurais. Clique aqui para saber mais.

12. Segurança alimentar e nutricional, vulnerabilidade socioeconômica e COVID -19 no Rio Grande do Sul

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Para além dos efeitos diretamente causados na saúde da população Brasileira, o contexto vivido devido a pandemia da COVID-19 tem agravado uma série de problemas sociais, em especial, o contexto de vulnerabilidade de grupos sociais que já se encontravam em situação de precariedade socioeconômica. Dois elementos que merecem destaque e se inter-relacionam é o aumento do desemprego e da insegurança alimentar. Para avaliar o contexto de vulnerabilidade socioeconômica e assim a Segurança alimentar e nutricional da população gaúcha frente à COVID -19 tomamos como referência o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDESE) e a presença dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEAS). A região sul e da fronteira são as que estão em maior vulnerabilidade. Clique aqui para saber mais.

13. Evolução do número de casos confirmados de Covid-19 nos bairros do município de Lajeado (11/07/2020)

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O mapa apresenta, para a cidade de Lajeado, a dispersão territorial de casos confirmados de infecção pelo Coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid 19. Para analisar a evolução dos casos, utilizou-se como intervalo de tempo o número de casos de acordo com as semanas epidemiológicas, contadas de sábado a domingo, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados partem da 18ª semana (semana do dia 02/05/2020) até a 28ª semana (do dia 11/07/2020). Clique aqui para saber mais.

14. Comunidades Indígenas no Rio Grande do Sul e vulnerabilidades frente a COVID -19

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Um grupo social brasileiro que tem apresentado um alto contexto de vulnerabilidade frente a pandemia da COVID-19 é a população indígena. Configurando como uma porcentagem muito baixa em relação ao total da sociedade brasileira, é um grupo social de alta relevância em termos históricos e culturais do país que lamentavelmente tem sido pouco assistido e valorizado nas políticas públicas e na atenção da sociedade. Clique aqui para saber mais.

15. Comunidades Quilombolas no Rio Grande do Sul e vulnerabilidades frente a Covid-19

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Ainda hoje poucos territórios quilombolas são reconhecidos como tal, o que, além de dificultar o acesso a direitos, agrava a precariedade vivida por essas comunidades. Conforme dados do Observatório da COVID-19 nos Quilombos, muitos não conseguiram acesso à renda emergencial, e apontam como principais dificuldades: o acesso precário à rede de internet e ao aplicativo do celular e a redução de profissionais de assistência social desde o início da pandemia. Conforme o levantamento feito pelo Observatório da COVID-19 nos Quilombos, até o dia 19 de agosto, o número de quilombolas contaminados era de 4.276, e somava-se já um total de 155 mortes em todo o território nacional. No estado do Rio Grande do Sul ainda não foram contabilizadas mortes, no entanto, acredita-se que o número esteja subnotificado. Clique aqui para saber mais.

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